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Sr9009 — Notas técnicas

Por Redação · publicado 2025-12-06 · última revisão 2026-01-28 · Data

Esta é uma visão de trabalho sobre Sr9009, para quem quer mais que um parágrafo e menos que um manual.

Esta página foi atualizada em 2026-01-28 e é revisada periodicamente.

Contexto

A «guerra da Espanha» (como a chamou a imprensa internacional) teve uma repercussão imediata nas complicadas relações internacionais da segunda metade da década de 1930. Na Europa existia uma luta política, diplomática, ideológica e estratégica a três bandas entre as potências democráticas, Reino Unido e França; as potências fascistas, a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini; e a União Soviética de Stalin; e o «assunto espanhol» foi enfocado por cada Estado europeu a partir de seus interesses concretos. Os regimes fascistas europeus (Alemanha e Itália) e o Portugal salazarista apoiaram desde o início os militares rebeldes, enquanto que a República, após negar-lhe ajuda a França e o Reino Unido que optaram pela política de Não Intervenção, obteve o apoio da URSS e das Brigadas Internacionais a partir de outubro de 1936, sendo estas em sua maioria cidadãos franceses. Este «apoio internacional aos dois bandos foi vital para combater e continuar a guerra nos primeiros meses. A ajuda ítalo-germânica permitiu aos militares rebeldes transferir o Exército da África para a península no final de julho de 1936 e a ajuda soviética contribuiu de modo decisivo para a defesa republicana de Madri em novembro de 1936». Há um aspecto humanitário da dimensão internacional da Guerra Civil que não se deve esquecer: que a maioria das embaixadas e legações estrangeiras de Madri e alguns consulados de capitais de província deram asilo político a milhares de espanhóis de ambos os bandos que se encontravam em perigo de morte.

Fontes: pt.wikipedia.org

Mecanismo de ação

=== A política de «não intervenção» do Reino Unido e da França === Reino Unido e França viam que a «guerra da Espanha» podia complicar ainda mais o difícil jogo estratégico que se desenvolvia em escala europeia. Por isso, a primeira orientação da diplomacia dessas potências foi a de procurar o isolamento do conflito espanhol. A essa estratégia se deveu a política sobre a «Não-Intervenção» à qual se somaram 27 países da Europa e que deu nascimento ao Comitê de Não Intervenção com sede em Londres. Estados Unidos, por sua vez, contemplou a possibilidade de eludir o pacto e levantar o embargo sofrido pela República espanhola, motivada pela preocupação com que a Administração Roosevelt via a ascensão do nazismo; mas a oposição mostrada em ambos os lados do Atlântico pela hierarquia eclesiástica católica, desejosa de uma vitória franquista, frustrou tal iniciativa. A «não intervenção» foi determinada pela política britânica de «apaziguamento» (appeasement policy) da Alemanha Nazista, à qual se viu arrastado o governo da Frente Popular da França, que só contava com os britânicos diante de uma possível agressão alemã. Além disso, as simpatias do governo conservador britânico foram se inclinando para o lado rebelde, diante do temor de que a Espanha caísse «no caos de alguma forma de bolchevismo» (em palavras do cônsul britânico em Barcelona) se ganhasse a guerra o lado republicano.

Fontes: pt.wikipedia.org

Estado das pesquisas

A ideia partiu do governo francês, ciente de que, já que não podiam ajudar a República (pois isso suporia abrir um grande conflito interno na sociedade francesa e além disso turvaria as relações com seu aliado «vital», Reino Unido), pelo menos poderiam impedir a ajuda aos rebeldes. O governo britânico se somou logo ao projeto, embora o mesmo «colocava no mesmo plano um Governo legal e um grupo de militares rebeldes». O primeiro ministro gaulês, o socialista Léon Blum, após negar aos negociadores de Largo Caballero a passagem do armamento adquirido pela República espanhola através de território francês, chegou a exclamar: «É um crime o que todos estamos cometendo com a Espanha!». Mas na prática a política de «não intervenção» se tornou uma «farsa», como a classificaram alguns contemporâneos, porque Alemanha, Itália e Portugal não suspenderam em absoluto seus envios de armas e munições aos rebeldes. A República, que a partir de outubro de 1936 começou a receber a ajuda soviética, denunciou perante a Sociedade das Nações a intervenção das potências fascistas em favor dos rebeldes, embora estas nunca tenham sido admoestadas.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Uso e manuseio

Diante do fracasso do golpe de Estado de julho de 1936 (quanto à tomada imediata do poder), os militares rebeldes obtiveram ajuda rapidamente da Itália fascista e da Alemanha Nazista. As ajudas em homens ao lado rebelde se materializaram na Legião Condor alemã (cerca de 6000 homens) e no Corpo di Truppe Volontarie italiano (no máximo 40 000), mais um contingente de combatentes portugueses denominados Viriatos. Para que não houvesse dúvida de seu compromisso com a causa do lado rebelde, em 18 de novembro de 1936 (em plena batalha de Madri), Itália e Alemanha reconheceram oficialmente o «Generalíssimo» Franco e sua Junta Técnica do Estado como o governo legítimo da Espanha. Quanto a armamento, segundo Julio Aróstegui, os rebeldes receberam da Itália e da Alemanha 1359 aviões, 260 carros de combate, 1730 canhões, fuzis, e munições para tudo isso. Os combatentes alemães, italianos e portugueses eram soldados regulares aos quais se lhes proporcionava um salário em seu país de origem, embora a propaganda dos rebeldes sempre os tenha apresentado como «voluntários».

Fontes: pt.wikipedia.org

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